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sexta-feira, 29 de maio de 2015

NO GRUPO ESPÍRITA
 
Toda Instituição Espírita é oficina de aperfeiçoamento moral, incentivando-nos à realização de tarefas inadiáveis com destacada parcela de socorro a nós mesmos.
Cultivando a paz, em nome da fraternidade, não teremos tempo para estimular o bulício da discórdia e da perturbação. Respeitando a liberdade do próximo, em louvor à harmonia, não encontraremos oportunidade para impor pontos de vista, nem priorizar apenas nossas vontades.
Louvando a importância do estudo e do trabalho, por sementeiras de paz, jamais descuidaremos do valor da disciplina e do esforço próprio no plantio da luz que clareia nossos passos.
Compreendendo a imperiosidade do amparo aos mais carentes, em nome da Caridade, não forjaremos desculpismos nem mil explicações para fugir à colaboração no bem-estar dos que sofrem. Entregando-nos ao discurso de orientação e de encorajamento, como estímulo à esperança e ao otimismo não fugiremos dos testemunhos pessoais que engrandecem e ratificam a palavra bem produzida.
Exteriorizando prodígios mediúnicos, por fenomenais demonstrações de sobrevivência espiritual, não declinaremos de nosso burilamento íntimo, de tal modo que os princípios santificantes difundidos sejam praticados a partir de nós mesmos.
Admimitindo a imperiosidade do Bem, na harmonização do mundo, para construção da felicidade de todos, jamais nos acumpliciaremos às sombras, transformando-nos em agentes do mal.
Identificando-nos com este ou aquele núcleo espírita, abraçaremos, de imediato, serviços compatíveis com nossas aptidões, entendendo que não há tarefas maiores nem menores, uma vez que, essencialmente, todas são indispensáveis pelo bem que representam.
Sem cogitar de prerrogativas ou destaques de qualquer matiz, filiemo-nos à Instituição espírita de nossa preferência, buscando, por único privilégio, o dever de estudar,trabalhar, auxiliar e servir, aprendendo, continuamente, que, sem nosso aperfeiçoamento individual, os núcleos espíritas redundariam inúteis e não poderíamos aspirar pelo aprimoramento da humanidade que representamos.
 
EMMANUEL
(Página psicografada pelo médium Júlio Cézar Grandi Ribeiro, em 26/04/1995, homenageando a mais um aniversário da Escola Espírita Cristã "Maria de Nazaré", Campos dos Goytacazes,RJ).

segunda-feira, 25 de maio de 2015

CONSIDERAÇÕES SOBRE O CULTO NO LAR
 
O espírita-cristão consciente da necessidade da oração no lar, realiza uma vez por semana em sua casa, o Culto cristão do Evangelho no Lar.
É preciso que se observe determinadas disposições para que ele venha a fluir, deixando no lar de cada seguidor do Evangelho, o perfume da visita do Senhor ao seu recanto atual na Terra.
Primeiramente, o Culto do Evangelho no Lar é para que se abram, por assim dizer, as portas para que os Emissários da Vi...
da Maior, em nome de Jesus, adentrem nossa casa, realizando aí a higienização psíquica do ambiente e realizando a tarefa de esclarecimento a espíritos ignorantes que no recinto possam estar, sem nenhuma necessidade de intervenção "direta", através deste ou daquele medianeiro que, porventura, possa estar no ambiente.
Consideramos de bom alvitre que os médiuns que realizam em seus lares o Culto do Evangelho no Lar, não o transforme em espaço para manifestações mediúnicas. É preciso compreender a expressão "Espiritismo com Espíritos", que tem sido muito propalada ultimamente. Realizar ditas "consultas mediúnicas", no lar, ao que pese a opinião contrária de certos estudiosos do Espiritismo, é abrir as portas da casa para que toda e qualquer entidade adentre, pois, convenhamos, se encontrará em um lar, por mais respeitável que este seja, as vibrações disseminadas em um Centro Espírita sério? E, mesmo que se diga que há Centros Espíritas não sérios, isto será motivo real para se realizar tais atividades em um momento como o do Culto Cristão no Lar, onde a preocupação maior deverá ser sempre a de se orar e, através da leitura, cada qual absorver o que necessita para o seu processo de reforma íntima?
Por outra, tendo já diversos Centros pelo país e nas cidades como esta de Campos dos Goytacazes que estamos por ora a visitar, qual a necessidade se faz de tais atividades?
Não será conveniente que o medianeiro encontrando um local de trabalho, onde possa exercer sua mediunidade, para este local convide as pessoas que desejam um contato com a Espiritualidade, em dias pré-programados e com a proteção devida?
Não colocamos estas nossas palavras por julgamento a ninguém, no entanto, é preciso alertar aos médiuns que ao fazerem isso, de comunicarem em suas casas, levam à dependência psíquica aos que a eles recorrem e não colaboram, verdadeiramente, para a reforma moral e consequente mudança de vibrações os seus companheiros.
 
Odilon Fernandes
(Página recebida em reunião pública do Grupo Espírita Semeadores da Paz, Campos dos Goytacazes, RJ, no dia 23/05/2015 pelo médium Leonardo Paixão).
 
 
Do senhor Sérgio Rodrigues, do Grupo Espírita Batuíra, em São Paulo, fundador do Grupo junto ao já desencarnado médium Spartaco Ghilardi: "Não vi nenhum problema nessa mensagem. Realmente o Lar não é local para atividade mediúnica, seja de qual natureza for. Essa prática não é conveniente e nem se deve incentivar. Lar é uma coisa, Centro Espírita é outra. Não se deve misturar o Evangelho no Lar com atividades mediúnicas. Diferente quando, por um motivo justo e necessário, ocorrer um atendimento de urgência e inadiável. Neste caso entendo que a mediunidade, desde que devidamente equilibrada, poderá ser utilizada. Quanto a mensagem propriamente dita, realmente não encontrei deslizes... Abraços amigo e irmão!"
 
O Professor Humberto Vasconcelos,da Fraternidade Espírita Peixotinho, de Recife, PE, em seu livro "Peixotinho - Materialização do Amor", deixa claro que é desaconselhável toda e qualquer prática mediúnica no lar, pelos motivos expostos pelo autor da mensagem.
 
Do irmão Jorge Hessen, de Brasília, DF, escritor e orador espírita, dirigente de reunião mediúnica: "Creio a mensagem está em conformidade com todas as orientações consagradas pelos Bons Espíritos. Culto é para reflexões, diálogos entre os encarnados e nãos sala de mediunidade"

terça-feira, 12 de maio de 2015


PEQUENO ESTUDO SOBRE TÉCNICA DA OBSESSÃO

Por Leonardo Paixão


Texto publicado no Jornal Eletrônico O Rebate:
 

“O estudo das propriedades do períspirito, dos fluidos espirituais e dos atributos fisiológicos da alma abre novos horizontes à Ciência e dá a chave de uma multidão de fenômenos incompreendidos até então, por falta de conhecimento da lei que os rege – fenômenos negados pelo materialismo, por se prenderem à espiritualidade, e qualificados como milagres ou sortilégios por outras crenças. Tais são, entre muitos, os fenômenos da vista dupla, da visão à distância, do sonambulismo natural e artificial, dos efeitos psíquicos da catalepsia e da letargia, da presciência, dos pressentimentos, das aparições, das transfigurações, da transmissão do pensamento, da fascinação, das curas instantâneas, das obsessões e possessões, etc. Demonstrando que esses fenômenos repousam em leis naturais, como os fenômenos elétricos, e em que condições normais se podem reproduzir, o Espiritismo derroca o império do maravilhoso e do sobrenatural e, conseguintemente, a fonte da maior parte das superstições. Se faz creia na possibilidade de certas coisas consideradas por alguns como quiméricas, também impede que se creia em muitas outras, das quais ele demonstra a impossibilidade e a irracionalidade” (KARDEC, Allan. A Gênese. 37.ed. Rio de Janeiro: FEB, 1996. Cap. I, item 40, p.33).

Antes de entrarmos em nosso pequeno estudo sobre técnica da obsessão, falaremos um pouco sobre o períspirito, já que este, como coloca Kardec, é a chave deste fenômeno como de vários outros.

O períspirito, corpo desconhecido de muitos que se afiliam ao Espiritismo, em sua essência, é um corpo semi-material, isso aos nossos olhos, pois se recorrermos à questão 22 de O Livro dos Espíritos, os Benfeitores da Humanidade esclarecem que há matéria em estado que desconhecemos. Com os estudos da Física Teórica e da Física Quântica, desenvolvendo a Teoria da Relatividade Geral de Einstein onde E=m.v² - energia é igual à massa vezes a velocidade da luz ao quadrado, nos traz o conceito renovador de matéria, em que esta passa a ser energia condensada ou, como coloca André Luiz em “E a Vida Continua...”: “Matéria é luz coagulada”, então, em assim sendo, nos fica fácil compreender que nas dimensões próximas à esfera física, o períspirito (corpo que reveste o Espírito) possua órgãos e se mantenham certas necessidades próprias do que conhecemos por fisiologia humana, como a alimentação, por exemplo e, até necessidade de cirurgias, conforme nos relata Yvonne Pereira:

“No dia da operação realizada em meu períspirito (foi à noite, pela madrugada, ocasião em que o ambiente terreno apresenta menores dificuldades para a ação dos trabalhadores espirituais), aquela mesma entidade espiritual mostrou-me certo detalhe do mesmo, à altura do coração, e disse, podendo eu, dessa vez, reter as palavras:

- Vê! São fibras luminosas, impressionáveis e delicadas ao inconcebível pelo teu pensamento... e por isso algumas foram rompidas pela intensidade da dor moral que te atingiu... advindo, então, o estado de depressão nervosa, incompatível com o sistema de vibrações necessárias à existência. Em tais condições o períspirito não suportará o contato carnal...

(...)

- São, verdadeiramente, órgãos? – pois se referiam ao conjunto do períspirito.

- Órgãos, propriamente, como os do corpo físico humano não são nem poderiam ser. Não possuindo vocábulos para nos fazermos compreender melhor, convenhamos em chamar-lhes órgãos. São, porém, a forma semi-material ideal dos mesmos órgãos humanos, como que baterias, acumuladores de vida intensa, poderosas e sensíveis ao mais alto grau que podereis compreender, formas-sede de energias vibratórias incalculavelmente ricas. Essa vida, aí existente, é constituída pelas várias modificações do magnetismo ultrassensível e da eletricidade, cujos poderes totais o homem ainda não pôde abranger, ao passo que o conjunto é protegido pela camada vibratória da matéria mais rarefeita existente no planeta, a qual tudo reveste, modelando a figura humana ideal. Cada uma de tais baterias, ou órgãos, armazena uma força eletromagnética de grau ou sensibilidade diferente, ativando funções do corpo humano: umas dão vida e energia ao cérebro, pólo de maior importância em ambos os aparelhos, períspirito e físico terreno; outras ao coração, mais outras à circulação do sangue, outras mais às funções gástricas, hepáticas, genitais, etc., etc., enquanto que tudo será como que observado, dirigido ou fiscalizado pelo sistema nervoso, cuja sede, como sabeis, é este mesmo corpo. E assim sendo, as mesmas “baterias” trarão como que o desenho dos órgãos que deverão acionar no corpo humano...” (PEREIRA, Yvonne A. Recordações da Mediunidade. 6.ed. Rio de Janeiro: FEB, 1989. Cap. 4 – Os Arquivos da Alma, pp. 73,74 e 75).

Após estas breves considerações sobre o períspirito, entremos em nosso estudo.

Nos casos de obsessão, o laço mental que atrai o espírito ao obsidiado, é também fortalecido diante da densidade do períspirito do obsidiado, esta densidade reflete a frequência vibratória em que se encontra o encarnado, isso leva à sintonia vibratória e, logo, ao conúbio entre as mentes.

Diz-nos o Espírito Inácio Ferreira:

“Todos estamos ligados uns aos outros por ondas luminosas que, pela atuação magnética, promoverá antipatias e simpatias e escolhas para realizações próprias neste ou naquele setor da atividade humana.

O pensamento, sendo uma força que se propaga pelo éter universal, é o laço que nos prende às nossas realizações, pois que, através dele, havemos de nos imantar a objetivos que se conjugam em harmonia com o desejo de outras mentes, sejam elas encarnadas ou desencarnadas” (PAIXÂO, Leonardo. Sementes de Paz. Espíritos Diversos. 1.ed. Campos dos Goytacazes, RJ, 2013. Lição 25 – Pensamento e Influência, p. 56).

Vejamos também o que nos traz o Espírito Bezerra de Menezes:

 

“(...) E até obsessões sexuais, quando o atuante invisível, que tanto poderá ser um Espírito denominado “masculino” como um denominado “feminino”, dominar um homem como uma mulher – valendo-se das tendências dos caracteres inclinados aos arrastamentos primitivos, às complexidades do sexo – induzi-la-á a quedas deploráveis perante si mesma, o próximo e a sociedade, tais como o adultério, a prostituição, a desonra irreparável, pelo simples prazer de, através das vibrações materializadas da sua presa, que lhe concede clima vibratório propício, dar livre curso a apetites inferiores dos quais abusou no estado humano e os quais, degradantemente, conserva como desencarnado, em vista da inferioridade de princípios que gostosamente retém consigo, o que lhe estimula a mente, inibindo-a do desejo de progresso e iluminação espiritual. Geralmente exercida tão-só através da telepatia ou da sugestão mental, é bem certo que o obsessor estabelece uma oculta infiltração vibratória perniciosa, sobre o sistema nervoso do obsidiado, contaminando-lhe a mente, o períspirito, os pensamentos, até ao completo domínio das ações. Tais casos se apresentam dificilmente curáveis, não somente por aprazerem as vítimas conservá-los, como por ser ignorada de todos essa mesma infiltração estranha, e mais particularmente porque o tratamento seria antes moral, com a reeducação mental do enfermo através de princípios elevados, que lhe faltaram, não raro, desde a infância”.

E adverte:

 

Refutará o leitor, lembrando que, assim sendo, ninguém terá responsabilidades nos erros que sob tais influências cometer.

 

Acrescentaremos que a responsabilidade permanecerá também com o próprio obsidiado, visto que não só não houve a verdadeira alteração mental como também nenhum homem ou mulher será jamais influenciado ou obsidiado por entidades dessa categoria, se a estas não oferecer campo mental propício à penetração do mal, pois a obsessão, de qualquer natureza, nada mais é que duas forças simpáticas que se chocam e se conjugam numa permuta de afinidades” (PEREIRA, Yvonne. Dramas da Obsessão. Pelo Espírito Bezerra de Menezes. 4. ed. 3. reimpressão. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2010. P. 28-29 – grifos nossos).

 

Destes esclarecimentos do Espírito Bezerra de Menezes depreende-se o seguinte:

1 – A contaminação se dá pela impressão de ideias fixas na mente do obsidiado através de imagens mentais;

2 – Pelo períspirito: mantendo o do encarnado em seu mesmo padrão vibratório, para isso, incentivando os pensamentos licenciosos que derivam das imagens mentais, atuando especialmente através do sono, quando o encarnado, desprendido do corpo físico, é atraído para regiões onde dará vazão aos seus apetites sensuais e, em geral, também lhe são impressas palavras a título de senha que, quando acordado, ao ouvi-las ou captar-lhes as imagens (pode ser o nome de alguém ou a imagem de uma pessoa ou um objeto) lhe aflorarão os desejos...

O que aqui colocamos pode explicar atos impensados como os que ocorrem com pessoas diagnosticadas com Transtorno Bipolar (), como gastos excessivos; comportamento sexual promíscuo onde depois vem o sentimento de culpa; envolvimento em projetos onde todos percebem a sua inviabilidade e, depois, a triste consequência da perca de bens, etc., assim como estados de depressão. Falando sobre a pressão psíquica do obsessor que deseja levar o obsidiado ao suicídio diz Bezerra de Menezes:

“(...) eles veem junto a si antes de efetivado o ato, com impressionante segurança, tais se materializados fossem diante de seus olhos corporais, os quadros mentais que o obsessor fornece através da telepatia ou da sugestão: - um receptáculo de veneno ou substância corrosiva; um revólver engatilhado, que misteriosa mão sustém, oferecendo-lho; uma queda de grande altura, onde eles próprios se veem despenhando; um veículo em movimento, sob o qual se deverá arrojar, etc. Sofrem assim, por vezes, durante meses consecutivos, sem ânimo para confidenciarem com amigos, uma agonia moral extenuante e arrasadora, uma angústia deprimente e inconsolável, que lhes agravam os males que já os infelicitavam, angústia que nenhum vocábulo humano será eficiente para bem traduzir. Notemos, todavia, que tratamos tão-somente da obsessão simples, ou seja, da que se não revela ostensivamente, objetivando alteração das faculdades mentais, mas que, sutilmente, ocultamente, através de sugestões lentas, sistemáticas, solapa as forças morais da vítima, tornando-a, por assim dizer, incapaz de reações salvadoras” (Idem, ibidem. p. 34).

 

Como se vê, a obsessão simples é mais complexa do que parece, conforme já o indicamos em outro artigo (2), por isso, a importância de que os Centros ou Grupos Espíritas voltem a atenção para o processo desobsessivo, advertindo o obsidiado da necessidade de trabalhar pela própria melhoria, “o que as mais das vezes basta para o livrar do obsessor sem recorrer a terceiros” (O evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVIII, item 81 e A Gênese, cp. XIV, item 46).

“Nos casos de obsessão grave, o obsidiado fica como que envolto e impregnado de um fluido pernicioso que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele. É daquele fluido que importa desembaraça-lo. Ora, um fluido mau não pode ser eliminado por outro igualmente mau. Por meio desta ação idêntica à do médium curador, nos casos de enfermidade, preciso se faz expelir um fluido mau com o auxílio de um fluido melhor.

Nem sempre, porém, basta esta ação mecânica; cumpre, sobretudo, atuar sobre o ser inteligente, ao qual é preciso se possua o direito de falar com autoridade, que, entretanto, falece a quem não tenha superioridade moral. Quanto maior esta for, tanto maior também será aquela” (Idem, ibidem).

 

Aproveitamos para alertar sobre o trabalho de desobsessão nos agrupamentos espíritas, por ser trabalho tão necessário ao reajustamento tanto de obsessores quanto de obsidiados e se tomar cuidados com a fantasia que Espíritos zombeteiros têm promovido nesta ou naquela Casa Espírita de que sua “missão” é socorrer os “dragões, falcões, licantropos e demais zooantropias”, sabemos que pela plasticidade do períspirito, os Espíritos podem tomar diversas formas, que se podem atender a Espíritos zooantropizados, no entanto, é preciso se ter em mente que, independente de como se expresse o Espírito em sua roupagem, ele foi um homem ou uma mulher e como tal deve ser tratado. Fazemos esta observação para que se atente até que ponto o lidar constantemente com tais casos não é o se estar sendo distraído par ao não executar do real objetivo de uma reunião mediúnica de desobsessão que é o lograr a recuperação de um encarnado e um desencarnado.

Vigiemos e oremos, pois a transformação moral e os esforços para domar nossas más tendências (3) e a elevação mental pela prece, são os melhores recursos par a desobsessão, por elevar a frequência vibratória, sintonizando assim o ser com os Bons Espíritos.

Campos dos Goytacazes, RJ

11/05/2015

Notas:

(1) – O Transtorno Bipolar (TB) é caracterizado por alterações de humor que se manifestam como episódios depressivos alternando-se com episódios de euforia (também denominados de mania), em diversos graus de intensidade. É uma condição médica freqüente. O TB tipo I, que se caracteriza pela presença de episódios de depressão e de mania, ocorre em cerca de 1% da população geral. Considerando-se os quadros mais brandos do que hoje se denomina “espectro bipolar”, como o Transtorno Bipolar tipo II (caracterizado pela alternância de depressão e episódios mais leves de euforia - hipomania), a prevalência pode chegar a até 8% da população. Assim, estima-se que cerca de 1,8 a 15 milhões de brasileiros sejam portadores do TB, nas suas diferentes formas de apresentação. (Do site da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar http://www.abtb.org.br/transtorno.php - acesso em 12/05/2015).

(2) – http://orebate-jorgehessen.blogspot.com.br/2014/05/desaparecimento-das-reunioes-de.html

(3) – O Evangelho segundo o Espiritismo. Cap. XVII, item 4.

(*) Leonardo Paixão é trabalhador espírita em Campos dos Goytacazes, colaborando com um grupo de amigos de ideal no Grupo Espírita Semeadores da Paz.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 4 de maio de 2015


FOTOGRAFIA ESPÍRITA? III
Por Leonardo Paixão
 
Artigo publicado no Jornal Eletrônico O Rebate:



       Em nosso primeiro artigo sobre a possibilidade do fenômeno de fotografia transcendental, assim como no segundo (1), colocamos fotos e análises de profissionais da área, pessoas idôneas no que realizam e cientes da responsabilidade diante da Doutrina dos Espíritos, pesquisaram e chegaram à conclusão de não estarem diante de um fenômeno espírita.
Tendo feito este pequeno resumo introdutório, trazemos para os nossos estudos sobre os fatos de fotografia transcendental ou espírita, uma imagem em que estamos ao lado de uma amiga e irmã de Doutrina, a sra. M. F (esclarecemos que consultando a referida irmã, ela nos autorizou o uso da imagem). Parece que, quando pesquisamos com seriedade, os Espíritos – e nós alheios à sua ação – promovem fenômenos ao nosso próprio redor a fim de que nos seja melhor observável o fato ou os fatos. Na foto que abaixo colocamos, além da análise séria, ponderada, de nosso irmão Aloísio Di Donato, voluntário no IPATI – Instituto de Pesquisas Avançadas em Transcomunicação Instrumental, sendo o nosso irmão médium ostensivo, obtivemos também informação mediúnica sobre o evento, informação esta que transcreveremos de um diálogo como caro irmão através do aplicativo whatsapp pelo celular.
A sra. M. F. e eu (Leonardo Paixão) em momento de descontração no Encontro Fraterno (2) em casa de uma das irmãs do Grupo Espírita Semeadores da Paz, Campos, RJ.
Diálogo:
Aloísio Di Donato (após analisar outras fotos da mesma máquina, no caso, celular): A informação que recebi é: essas fotos foram feitas após o término dos estudos e você foi um orador elucidativo, por isso a postura de algum aparelho fonográfico para ampliação do som propagado.
Leonardo Paixão: Foi exatamente isso o que ocorreu! Mais um material para artigo. Nossa! Nem te falei que foi um encontro fraterno e que estudamos o Bastidores da Mediunidade!! (3) Interessante isso.
Aloísio Di Donato (4): É uma forma de comprovar o feito.

Aí está, a mediunidade séria, positiva, auxiliando na decifração dos fenômenos. Cabe colocar também que no Encontro Fraterno ocorrido foi percebida a presença de Espíritos ligados à falange do espírito Bezerra de Menezes e foi observado por sensitivos um clarão no ambiente. Parte deste clarão se revelou na foto? Pelo exposto, é provável que sim.
Campos dos Goytacazes, 30/04/2015
Notas:
(1)http://orebate-jorgehessen.blogspot.com.br/2015/01/fotografia-espirita.html
(2) Os membros do Grupo Espírita Semeadores da Paz, Campos, RJ, de 15 em 15 dias se confraternizam em casa de um de seus irmãos/irmãs e o estudo do Grupo é para lá transferido quando se é o caso, quando não se é há a realização de Culto do Evangelho no Lar e depois a saudável comensalidade própria destes encontros.
(3) Bastidores da Mediunidade, do Espírito Nora, psicografia de Emanuel Cristiano.
(4) Agradecemos ao nosso irmão Aloísio Di Donato a paciência de sempre e a atenção sempre dispensada.
(*) Leonardo Paixão é trabalhador espírita em Campos dos Goytacazes, colaborando com um grupo de amigos de ideal no Grupo Espírita Semeadores da Paz.

quarta-feira, 15 de abril de 2015


OS ESPÍRITOS E A ALIMENTAÇÃO CARNÍVORA
Por Leonardo Paixão (*)

Artigo publicado também no jornal eletrônico O Rebate:

http://orebate-jorgehessen.blogspot.com.br/2015/04/os-espiritos-e-alimentacao-carnivora.html
 
 

 

“É incrível e vergonhoso que nem os pregadores nem os moralistas jamais elevaram a sua voz contra o bárbaro costume de assassinar e comer animais” – Voltaire.

“Não; mil vezes não, a alimentação carnívora não é necessária. Todos os fatos demonstram que esse é o ABC da Fisiologia” – Dr. Charles Richet, Nobel em Fisiologia.

 

O Espiritismo é uma Doutrina que estimula o raciocínio e, assim, nos coloca a refletir sobre diversas questões na vida e uma delas, de suma importância, é a questão alimentar. Procuraremos neste artigo analisar as instruções dos Espíritos desde a obra de Allan Kardec às obras de médiuns seguros como Chico Xavier.

Como o fundamento da Doutrina Espírita é O Livro dos Espíritos, iniciaremos por este.

Na questão 723 Allan Kardec perguntou:

723. A alimentação animal é, com relação ao homem, contrária à lei da Natureza?

R – “Dada a vossa constituição física, a carne alimenta a carne, do contrário o homem perece. A lei de conservação lhe prescreve, como um dever, que mantenha suas forças e sua saúde, para cumprir a lei do trabalho. Ele, pois, tem que se alimentar conforme o reclame a sua organização”.

 

E continua na questão 724:

724. Será meritório abster-se o homem da alimentação animal, ou de outra qualquer por expiação?

R – “Sim, se praticar essa privação em benefício dos outros. Aos olhos de Deus, porém, só há mortificação, havendo privação séria e útil. Por isso é que qualificamos de hipócritas os que apenas aparentemente se privam de alguma coisa”.

 

Os Espíritos responderam à Kardec de acordo com os conhecimentos da época e não combateram de imediato a alimentação carnívora pelo homem. Nota-se, no entanto, que na questão 724 eles louvam uma privação séria e útil, palavras que estão grifadas no original. Mais adiante veremos o quanto é séria e útil a questão de não se comer carne. Vejamos agora o que diz o espírito Lamennais sobre esta questão:

 

SOBRE A ALIMENTAÇÃO DO HOMEM

(Sociedade de Paris, 4 de julho de 1862 – Médium: sr. A. Didier)

O sacrifício da carne foi severamente condenado pelos grandes filósofos da antiguidade. O Espírito elevado revolta-se à ideia do sangue e, sobretudo, à ideia de que o sangue é agradável à Divindade. E notai bem que aqui não se trata absolutamente de sacrifícios humanos, mas tão-só de animais oferecidos em holocausto. Quando o Cristo veio anunciar a Boa Nova, não ordenou o sacrifício do sangue: ocupou-se unicamente do Espírito. Os grandes sábios da antiguidade igualmente tinham horror a estas espécies de sacrifícios e eles próprios só se alimentavam de frutos e raízes. Na Terra os encarnados têm uma missão a cumprir; têm um Espírito que deve ser nutrido pelo Espírito, e um corpo, que deve ser alimentado pela matéria; mas a natureza da matéria influi sobre a espessura do corpo e, em consequência, sobre as manifestações do Espírito, o que é facilmente compreensível. Os temperamentos fortes para viver como os anacoretas fazem bem, porque o esquecimento da carne leva mais facilmente à meditação e à prece. Mas para viver assim, em geral seria necessária uma natureza mais espiritualizada que a vossa, o que é impossível com as condições terrestre. E como, antes de tudo, a Natureza jamais age com disparate, é impossível ao homem submeter-se impunemente a essas privações. Pode ser-se bom cristão e bom espírita e comer a seu gosto, contanto que seja razoável. É uma questão um tanto leviana para os nossos estudos, mas não menos útil e proveitosa.

Lamennais – Revista Espírita, Dezembro de 1863. Ed. FEB. Tradução de Evandro Noleto Bezerra).

 

Em seu comunicado, Lamennais, no corpo dele, deixa claro a repugnância do Espírito elevado à ideia do sangue, fala dos grandes filósofos e sábios da antiguidade que se alimentavam de frutos e raízes e diz fazer bem quem não se alimenta de carne, pois isto favorece a meditação e a prece. Ressalta os pontos positivos de se deixar a alimentação carnívora. Dá o que pensar.

O Espírito Bernard Palissy, questionado por Kardec sobre a alimentação em Júpiter (Planeta que habita), disse: “Qual é a base da alimentação dos habitantes? É animal e vegetal como aqui? R – “Puramente vegetal; o homem é o protetor dos animais” (Revista Espírita, Abril de 1858).

 

Tal informação corrobora Lamennais ao dizer que “o Espírito elevado revolta-se à ideia do sangue”. E nem se objete que assim é em Júpiter por já ser um plano evoluído, isto é sinal de que devemos imitá-lo.

 

No livro “Nosso Lar”, o Espírito André Luiz, no capítulo 9, Problema de Alimentação relata:

“Rezam os anais que a colônia, há um século, lutava com extremas dificuldades para adaptar os habitantes às leis da simplicidade. Muitos recém-chegados ao “Nosso Lar” duplicavam exigências. Queriam mesas lautas, bebidas excitantes, dilatando velhos vícios terrenos”.

No livro “Os Mensageiros”, ao final do cap. 42 – Evangelho no ambiente rural, André Luiz transcreve a fala de Aniceto: “Concordamos que as criaturas inferiores têm suportado o peso das iniquidades imensas. Continuemos em auxílio delas, mas não nos percamos em vãs contendas”.

 

São bem significativas estas duas passagens em André Luiz, pois além de estarem em acordo com o que instruem Lamennais e Bernard Palissy, nos faz refletir mais amplamente na resposta que os Espíritos deram a Kardec na questão  86 de O Livro dos Espíritos:

86. O mundo corporal poderia deixar de existir, ou nunca ter existido, sem que isso alterasse a essência do mundo espírita?

R – “Decerto. Eles são independentes; contudo, é incessante a correlação entre ambos, porquanto um sobre o outro incessantemente reagem”.

 

Considerando que a Colônia espiritual “Nosso Lar”, foi fundada no século XVI por portugueses (ver o capítulo 8 – Organização e Serviços), preciso é se considerar que os recém-desencarnados que para lá aportavam levavam consigo seus vícios e hábitos alimentares e a cozinha portuguesa/brasileira do século XVI usava dos seguintes animais: Capivaras, antas, tatus, pacas, cutia, porcos, veados, coelhos, tamanduá, quati, ratos, macacos, gambás (conforme o livro Delícias do Descobrimento – A Gastronomia Brasileira no século XVI, de Sheila Moura Hue com a colaboração de Angelo Augusto e Ronaldo Menegaz. Ed. Zahar); temos assim que a alimentação carnívora era bem cultivada, logo, em desencarnando o espírito levava consigo este hábito, além do de bebidas alcoólicas como o vinho tão apreciado pelos portugueses, depreendendo-se daí que a exigência de “mesas lautas, bebidas excitantes” dos habitantes da Colônia nesta época se referem a este tipo de alimentação, quando não permaneciam na Terra vinculados aos seus em regime de vampirização no quesito alimentar. Mundo espiritual e material “um sobre o outro incessantemente reagem”.

Em “Missionários da Luz”, o Instrutor Alexandre esclarece:

“(...) e nós outros, quando nas esferas da carne? Nossas mesas não se mantinham à custa das vísceras dos touros e das aves? A pretexto de buscar recursos proteicos, exterminávamos frangos e carneiros, leitões e cabritos incontáveis. Sugávamos os tecidos musculares, roíamos os ossos. Não contentes em matar os pobres seres que nos pediam roteiros de progresso e valores educativos, para melhor atenderem a Obra do Pai, dilatávamos os requintes da exploração milenária e infligíamos a muitos deles determinadas moléstias para que nos servissem ao paladar, com a máxima eficiência. O suíno comum era localizado por nós, em regime de ceva, e o pobre animal, muita vez à custa de resíduos, devia criar para nosso uso certas reservas de gordura, até que se prostrasse, de todo, ao peso de banhas doentias e abundantes. Colocávamos gansos nas engordadeiras para que hipertrofiassem o fígado, de modo a obtermos pastas substanciosas destinadas a quitutes que ficaram famosos, despreocupados das faltas cometidas com a suposta vantagem de enriquecer valores culinários. Em nada nos doía o quadro comovente das vacas-mães, em direção ao matadouro, para que nossas panelas transpirassem agradavelmente. Encarecíamos, com toda a responsabilidade da ciência, a necessidade de proteínas e gorduras diversas, mas esquecíamos de que a nossa inteligência, tão fértil na descoberta de comodidade e conforto, teria recursos de encontrar novos elementos e meios de incentivar os suprimentos proteicos ao organismo, sem recorrer às indústrias da morte. Esquecíamo-nos de que o aumento de laticínios para enriquecimento da alimentação constitui elevada tarefa, porque tempos virão, para a Humanidade terrestre, em que o estábulo, como o Lar, será também sagrado.

(...)

Em todos os setores da Criação, deus, nosso Pai, colocou os superiores e os inferiores para o trabalho de evolução, através da colaboração e do amor, da administração e da obediência. Atrever-nos-íamos a declarar, porventura, que fomos bons para os seres que nos eram inferiores? Não lhes devastávamos a vida, personificando diabólicas figuras em seus caminhos? Claro que não desejamos criar um princípio de falsa proteção aos irracionais, obrigados, como nós outros, a cooperar com a melhor parte de suas forças e possibilidades no engrandecimento e na harmonia da vida, nem sugerimos a perigosa conservação dos elementos reconhecidamente daninhos. Todavia, devemos esclarecer que, no capítulo da indiferença para com a sorte dos animais, da qual participamos no quadro das atividades humanas, nenhum de nós poderia em sã consciência, atirar a primeira pedra. Os seres inferiores e necessitados do Planeta não nos encaram como superiores generosos e inteligentes, mas como verdugos cruéis.  Confiam na tempestade furiosa que perturba as forças da Natureza, mas fogem, desesperados, à aproximação do homem de qualquer condição, excetuando-se os animais domésticos que, por confiar em nossas palavras e atitudes, aceitam o cutelo no matadouro, quase sempre com lágrimas de aflição, incapazes de discernir como raciocínio embrionário onde começa a nossa perversidade e onde termina a nossa compreensão. Se não protegemos nem educamos aqueles que o Pai nos confiou, como germens frágeis de racionalidade nos pesados vasos do instinto; se abusamos largamente de sua incapacidade de defesa e conservação, como exigir o amparo de superiores benevolentes e sábios, cujas instruções mais simples são para nós difíceis de suportar, pela nossa lastimável condição de infratores de auxílios mútuos? Na qualidade de médico, você não pode ignorar que o embriologista, contemplando o feto humano em seus primeiros dias, a distância do veículo carnal, não poderá afirmar, com certeza, se tem sob os olhos o gérmen de um homem ou de um cavalo. O médico legista encontra dificuldades para determinar se a mancha de sangue encontrada eventualmente provém de um homem, dum cão ou dum macaco. O animal possui igualmente o seu sistema endocrínico, suas reservas de hormônios, seus processos particulares de reprodução em cada espécie e, por isso mesmo, tem sido auxiliar precioso e fiel da Ciência na descoberta dos mais eficientes serviços de cura das moléstias humanas, colaborando ativamente na defesa da Civilização. Entretanto...”

As colocações de Alexandre sobre o fato de que “esquecíamos de que a nossa inteligência, tão fértil na descoberta de comodidade e conforto, teria recursos de encontrar novos elementos e meios de incentivar os suprimentos proteicos ao organismo, sem recorrer às indústrias da morte. Esquecíamo-nos de que o aumento de laticínios para enriquecimento da alimentação constitui elevada tarefa, porque tempos virão, para a Humanidade terrestre, em que o estábulo, como o Lar, será também sagrado”, são de molde a nos fazer pensar a respeito de nossos hábitos alimentares. Corroborando esta fala de Alexandre, temos no livro “O Consolador”, a instrução do Benfeitor Emmanuel:

129 – É um erro alimentar-se o homem com a carne dos irracionais?

R – A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes consequências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.

Temos de considerar, porém, a máquina econômica do interesse e da harmonia coletiva, na qual tantos operários fabricam o seu pão cotidiano. Suas peças não podem ser destruídas de um dia para o outro, sem perigos graves. Consolemo-nos com a visão do porvir, sendo justo trabalharmos, dedicadamente, pelo advento dos tempos novos em que os homens terrestres poderão dispensa da alimentação os despojos sangrentos de seus irmãos inferiores.

 

Até aqui a instrução dos Espíritos e a Ciência o que nos diz?

No livro "Nutrição Orientada" do professor Durval Stockler, baseado em comprovações científicas há o seguinte:.

 

"Quando o animal é morto, existem nele muitas toxinas em processo de expulsão do organismo, principalmente pela urina. Essas toxinas permanecem na carne e são ingeridas pelo homem. É evidente que isto não pode ser saudável. Cada quilo de carne bovina contém dois gramas de ácido úrico, o que é uma dose bastante elevada. Quando a carne é cozida, os resíduos se apresentam em forma de caldo que, analisado, se assemelha à urina.

Cada bife de 100 gramas contém mais de um bilhão de germes, e se essa carne não for devidamente esterilizada pelo calor, grandes quantidades de micróbios ativos serão ingeridos. Nos bifes mal passados, nos churrascos sangrentos, é certo que milhões de bactérias vivas entram no organismo dos comedores de carne.

 

(...) A carne prepara em nós, por suas toxinas, um ambiente propício a toda sorte de enfermidade. Entre os que comem carne frequentemente, encontra-se maior número de pessoas com varizes, hemorroidas e arteriosclerose que entre os vegetarianos ou aqueles que comem menos carne e muita verdura. E o mesmo se pode dizer das doenças do fígado, dos rins, do coração e dos problemas da circulação.

Não é novidade para ninguém que a carne contribui em porcentagem elevadíssima para os enfartes do miocárdio, para os derrames, as tromboses, os distúrbios da pressão e de todos os ataques cardíacos".

No livro “Cozinha Vegetariana”, de Mahavidya Laksmi devi dasi (Maris Santos), ed. The Bhaktivedanta Book Trust nos traz as seguintes informações:

“O consumo de carne é um fator importante no desenvolvimento de doenças cardiovasculares, uma das principais causas de morte das cidades industrializadas.

A grande parte dos estudos que comparam as nutrições vegetariana e onívora demonstram que, com a eliminação da carne, especialmente a vermelha, o risco de doença e morte por problemas cardiovasculares é reduzido significativamente.

Num dos maiores estudos epidemiológicos (estudos relacionados com a ciência da saúde coletiva) realizados sobre o tema, pela universidade de Oxford, conclui-se que percentagem de morte por problemas cardiovasculares é aproximadamente 25% menor nos vegetarianos em comparação com os não-vegetarianos, e que a probabilidade da ocorrência do mesmo foro é cerca de 30% menor nos vegetarianos.

Assim, a mudança para uma dieta vegetariana pode causar um impacto muito importante na sua saúde.

Fonte: Cristian Megyes, bioquímico, farmacêutico e investigador independente de nutrição; membro da União Vegetariana Argentina.

E mais:

“Para viver, uma vaca necessita de 1 hectare de terra; em dois anos, o animal alcança o peso adequado para abate, aproximadamente uns 400 kg, dos quais se destinam à alimentação somente 290 kg. Ou seja, em 2 anos um hectare produz 290 kg de “alimento”. Se a mesma área fosse utilizada para o cultivo de grãos e cereais, utilizando um sistema de cultivo biológico, produziria, por exemplo, 6.000 kg de soja, já que o rendimento deste grão por hectare é de 3.000 kg. Se o cultivo fosse de trigo, o mesmo hectare produziria 7.000 kg. Se o cultivo fosse de milho, a produção seria de 12.000kg.

Fonte: União Vegetariana Argentina.  www.uva.org.ar

 (*) Leonardo Paixão é trabalhador espírita em Campos dos Goytacazes, RJ, colaborando no Grupo Espírita Semeadores da Paz.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 18 de março de 2015

 O ESPÍRITO BEZERRA DE MENEZES FALA SOBRE A IMPORTÂNCIA DA EVANGELIZAÇÃO INFANTIL









NOVO DIA
 

Filhos da Alma!

Novo Dia se inicia, onde buscamos os valores do Espírito, pela Misericórdia do Senhor a nós concedida.

Realizemos o Evangelho por dentro de nós mesmos e, somente assim faremos proliferar a árvore frutífera em sazonados frutos.

Saudamos hoje a todos os companheiros de jornada, particularmente as Evangelizadoras e suas crianças que lhes devem representar Jesus menino a serem conduzidas pelo caminho do Templo Interior.

A infância, caros irmãos, deve ser repassada de cuidados com a educação moral, vinda primeiramente pelo exemplo que se deve vir do seio familiar...

O Espírito – milenar em sua trajetória – ao reencarnar, traz consigo, em suas matrizes perispirituais, todas as experiências que passou e, é observando cuidadosamente os infantes, que poderemos perceber sinais de tendências infelizes a ser desde já trabalhadas, facilitando – pela Lei de Solidariedade que há entre os seres -, o soerguimento destes Espíritos, promovendo de igual modo, o nosso próprio crescimento.

Desejando e exorando para todos vós as bênçãos do Senhor e de sua Mãe santíssima, sou o menor servidor,

Bezerra de Menezes

(Página recebida em reunião pública do Grupo Espírita Semeadores da Paz, Campos, RJ, no dia 07/03/2015 pelo médium Leonardo Paixão, tendo sido iniciada a tarefa da Evangelização Infantil neste dia).