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quarta-feira, 22 de março de 2017

MAU OLHADO, FEITIÇARIA...REALIDADE OU FANTASIA? O QUE FAZER?

Por Leonardo Paixão (*)

Ouvimos comumente em nossa frequência ao Grupo Espírita pessoas se queixando de que há energias negativas em sua volta, que há invejosos que as fazem sentir mal, que há pessoas que lhes odeiam, que sofrem de "mau-olhado", que se lhes fizeram "trabalhos de feitiçaria", (1) etc., e ficam a desejar que haja fórmulas mágicas, prontas para resolverem seu caso e precisam de orientação clara, precisa, de que a solução está nelas mesmas, de sua necessidade de estarem higienizadas mentalmente, do contrário haverão de se manterem conectadas às vibrações maléficas emanadas de outras mentes, sejam encarnadas ou desencarnadas, bem como as que extraem de si mesmas ao alimentarem, mágoas, rancores, raivas, ressentimentos, etc...
 
Vejamos o que nos aconselham pesquisadores do Espiritismo a este respeito:
 
De "O Livro do Médium Curador", de José Lhome, acessível gratuitamente em www.autoresespiritasclassicos.com


ASSOMBRAMENTO PSÍQUICO
MÁ SORTE - ENVULTAMENTO



"Se a vontade pode, (...), dar certas qualidades aos fluidos exteriorizados, se o magnetizador pode dirigi-los para uma determinada pessoa (homem ou mulher), que possui dons psíquicos e um poder de concentração desenvolvida, não poderia lançar contra o seu próximo fluidos perniciosos?


Sim, a coisa é possível e acontece que pessoas desorientadas chegam a cometer esse crime de lesa-humanidade, todavia, as suas operações não se realizam sem perigo para elas mesmas.


Com efeito, elas se expõem a um choque de retorno muito violento se a pessoa visada lhes é moral ou psiquicamente superior.


Que o enfermo reflita, se acredita nos malefícios de uma pessoa mal-intencionada, causa inicial do mal que padece.


Que comece por não pensar nele. Julgar que a coisa provém daí já é dirigir o seu pensamento para ele. É, sem dúvida, avivar a lembrança dos alarmas, das dores, dos males suportados, é baixar-se ao nível das pessoas malévolas de que se quer evitar a presença a qualquer preço; é, de qualquer modo, abrir a porta a um adversário perverso.


Que o enfermo se abstenha de tal esforço. Nas horas difíceis, que ele se refugie no êxtase de um pensamento cheio de bondade, que ocupe o seu espírito em realizações excelentes, que faça um escudo de ações generosas, que ame sinceramente os que o acotovelam na estrada da vida e se afaste das pessoas de tendências materiais e apaixonadas.


Pela força de vontade, pelo descarrego mediúnico e pela sua elevação espiritual, três coisas indispensáveis, ele terá adquirido uma proteção eficaz, e os dardos que lhe forem dirigidos ricochetearão e voltarão, automaticamente, para a fonte que os enviou. E é uma justiça".

Esse texto complementa e desenvolve a questão 555 de "O Livro dos Espíritos":

"Que sentido se deve dar ao qualificativo de feiticeiro?"
"Aqueles a quem chamais feiticeiros são pessoas que, quando de boa-fé, gozam de certas faculdades, como sejam a força magnética ou a dupla vista. Então, como fazem coisas geralmente incompreensíveis, são tidas por dotadas de um poder sobrenatural. Os vossos sábios não tem passado muitas vezes por feiticeiros aos olhos dos ignorantes?"
 
Como se vê, pessoas dotadas de força magnética (2) ou dupla vista (3), conseguindo deste modo perceber fraquezas de outros, podem usar do magnetismo inferior para atormentar a alguém de quem não goste ou que sinta o estar incomodando, a questão é que se a pessoa visada tem uma elevação espiritual ou uma força magnética ou uma dupla vista superior a quem lhe envia fluidos negativos, ela os receberá de volta com mais intensidade.
 
Adverte o Espírito André Luiz no livro "Missionários da Luz", cap.19:
 
"Assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que lhe intoxicam os tecidos, também o organismo perispiritual pode absorver elementos de degradação que lhe corroem os centros de força, com reflexos sobre as células materiais. Se a mente da criatura encarnada ainda não atingiu a disciplina das emoções, se alimenta paixões que a desarmonizam com a realidade, pode, a qualquer momento, intoxicar-se com as emissões mentais daqueles com quem convive e que se encontram no mesmo estado de desequilíbrio. Às vezes, semelhantes absorções constituem simples fenômenos sem maior importância; todavia, em muitos casos, são suscetíveis de ocasionar perigosos desastres orgânicos. Isto acontece, mormente, quando os interessados não têm vida de oração, cuja influência benéfica pode anular inúmeros males".
 
Notas:
(1) Sobre esse assunto ver o capítulo 27 - Mediunidade Transviada no livro "Nos domínios da Mediunidade", do Espírito André Luiz, psicografia de Chico Xavier e também o capítulo 17 - A mediunidade a serviço do malfeito no livro "Bastidores da Mediunidade", do Espírito Nora, psicografia de Emanuel Cristiano.
 
(2) Força magnética = Magnetismo. Magnetismo é a ação recíproca que os corpos exercem uns sobre os outros.
Magnetizar é dirigir o fluido vital, por um esforço de vontade, sobre um objeto ou uma pessoa. Conforme "O Livro do Médium Curador", de José Lhome.
 
(3) Dupla Vista - É a vista da alma, faz parte do processo de emancipação da alma. Esclarece Allan Kardec em "O Livro dos Espíritos", no item 455 - Resumo teórico do Sonambulismo, do Êxtase e da Dupla Vista:
 
"A emancipação da alma se verifica às vezes no estado de vigília e produz o fenômeno de segunda vista ou dupla vista, que é a faculdade graças à qual quem a possui vê, ouve e sente além dos limites dos sentidos humanos. Percebe o que exista até onde estende a alma a sua ação. Vê, por assim dizer, através da vista ordinária e como por uma espécie de miragem.
 
No momento em que o fenômeno da segunda vista se produz, o estado físico do indivíduo se acha sensivelmente modificado. O olhar apresenta alguma coisa de vago. Ele olha sem ver. Toda a sua fisionomia reflete uma como exaltação. Nota-se que os órgãos visuais se conservam alheios ao fenômeno, pelo fato de a visão persistir, malgrado à oclusão dos olhos.
 
Aos dotados desta faculdade ela se afigura tão natural, como a que temos de ver. Consideram-na um atributo de seus próprios seres, que em nada lhes parecem excepcionais. De ordinário, o esquecimento se segue a essa lucidez passageira, cuja lembrança, tornando-se cada vez mais vaga, acaba por desaparecer, como a de um sonho.
 
O poder da vista dupla varia, indo desde a sensação confusa até a percepção clara e nítida das coisas presentes ou ausentes. Quando rudimentar, confere a certas pessoas o tato, a perspicácia, uma certa segurança nos atos, a que se pode dar o qualificativo de precisão de golpe de vista moral. Um pouco desenvolvida, desperta os pressentimentos. Mais desenvolvida mostra os acontecimentos que deram ou estão para dar-se".

(*) Leonardo Paixão é trabalhador espírita em Campos dos Goytacazes, RJ, colaborando com um grupo de amigos de Ideal no Grupo Espírita Semeadores da Paz.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

CURSO DE PASSE


TEMAS A SEREM DESENVOLVIDOS

- Mesmer (Biografia);

- Magnetismo e Espiritismo;

- Os Fluidos;

- Elementos Fluídicos;

- Formação e Propriedades do Perispírito;

- Ação dos Espíritos sobre os Fluidos. Criações Fluídicas. Fotografia do Pensamento;

- Qualidades dos Fluidos;

- Curas;

- Quem é o Médium Curador?;

- O Tato Magnético (com demonstrações de exercícios);

- O Passe Espírita;

- Conceito Espírita de Passe;

- Tipos de Energias Transmitidas no Passe;

- Mecanismos do Passe;

- Centros de Força;

- Plexos Nervosos;

- O Passe na Reunião Mediúnica;

- Qualidades do Aplicador de Passes;

- Tipos de Passes;

- A Ação Magnética;

- Colocação em Estado de Relação;

- Relação por Contato;

- Processos;

- Imposição das Mãos;

- Contato Simples ou Duplo;

- Passes;

- Passes Longitudinais ou Vitalizantes;

- Passes Transversais;

- Passes Rotativos;

- Insuflações;

- Sopro Quente e Sopro Frio;

- Jato Fluídico;

- Magnetóforos;

- Água Magnetizada;

- Passe à Distância.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

DESOBSESSÃO E MAGNETISMO

Por Leonardo Paixão (*)
 
"E, chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem e para curarem toda enfermidade e todo mal" - Lucas, 10:1.
 
 
Analisando o termo grego para a expressão "espíritos imundos" da referida citação do versículo evangélico, temos que, em grego, a expressão é akhatarton (espírito não purificado), o que implica na ideia de que os espíritos podem se purificar, assim como a expressão "espíritos imundos" leva-nos a pensar que é possível a estes espíritos se tornarem limpos, o que está conforme a explicação espírita que coloca a respeito da igualdade da Lei de Evolução, de Ação e Reação, de Causa e Efeito para todos os seres da Criação, guardando, óbvio, as dimensões em cada caso.
 
Conforme esclarecem os Benfeitores da Vida Maior, os Espíritos - almas de homens e mulheres que deixaram a Terra -, a depender de sua condição evolutiva nos influenciam a ações nobres ou nos exacerbam desejos e hábitos viciosos.
 
"Assim como as enfermidades resultam das imperfeições físicas que tornam o corpo acessível às influências exteriores, a obsessão decorre sempre de uma imperfeição moral, que dá ascendência a um Espírito mau. A uma causa física, opõe-se uma força física; a uma causa moral preciso é se contraponha uma força moral. Para preservá-lo das enfermidades, fortifica-se o corpo; para garanti-la contra a obsessão tem-se que fortalecer a alma; donde, para o obsidiado, a necessidade de trabalhar por se melhorar a si próprio, o que as mais das vezes basta para livrá-lo do obsessor, sem o socorro de terceiros. Necessário se torna este socorro, quando a obsessão degenera em subjugação e em possessão, porque nesse caso o paciente não raro perde a vontade e o livre-arbítrio" (KARDEC, Allan. A Gênese. Cap. XIV - Obsessões e Possessões, item 46. 3. edição. Federação Espírita Brasileira: Rio de Janeiro. p. 305).
 
Vê-se assim que, estando o obsidiado sem ter  a sua capacidade de raciocínio alterada pela influência nefasta nele exercida, ele, com o poder da vontade, do querer verdadeiro, estará livre desta influência. É o alcoólatra que se trata e não mais toma a primeira dose; é o maledicente que não mais usa a língua para relatar as faltas alheias; é o sexólatra que se torna continente; é o agressivo que aprende a dialogar; é o apático que passa a se movimentar; é o fumante que não mais dá o primeiro trago; enfim, são várias as situações e também várias em uma só pessoa em que com força de vontade é plenamente possível vencer esta ou aquela má-tendência. A terapêutica espírita é excelente auxílio e nestes casos indica o seguinte:
 
- Oração;
- Atendimento Fraterno (onde o obsidiado exporá suas dores, dificuldades, etc, e onde receberá as orientações adequadas);
- Assistência às palestras evangélico-doutrinárias;
- Culto do Evangelho no Lar, realizando assim a higienização psíquica de sua casa;
- Tratamento fluídico - recebimento de passes e tomar água fluidificada;
- Realizar a reforma íntima; mudar de atitudes por consequência óbvia da mudança de pensamentos.
 
Nos casos de subjugação e de possessão, onde já não mais tem o obsidiado o seu raciocínio, logo perdendo assim a vontade e o livre-arbítrio, dois os recursos que nos orienta Allan Kardec:
 
"Nos casos de obsessão grave, o obsidiado fica como que envolto e impregnado de um fluido pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele. É daquele fluido que importa desembaraçá-lo. Ora, um fluido mau não pode ser eliminado por outro igualmente mau. Por meio de ação idêntica à do médium curador, nos casos de enfermidade, preciso se faz expelir um fluido com o auxílio de um fluido melhor" (Idem, ibidem).
 
Neste caso, o tratamento fluídico em reuniões especializadas é essencial. As Casas Espíritas, em sua maioria, oferecem este tipo de tratamento seja presencial ou à distância com pessoal especializado. No entanto, adverte Kardec:
 
"Nem sempre, porém, basta esta ação mecânica; cumpre, sobretudo, atuar sobre o ser inteligente, ao qual é preciso se possua o direito de falar com autoridade, que, entretanto, falece a quem não tenha superioridade moral. Quanto maior esta for, tanto maior também será aquela.
Mas, ainda não é tudo: para assegurar a libertação da vítima, indispensável se torna que o Espírito perverso seja levado a renunciar aos seus maus desígnios; que se faça que o arrependimento desponte nele, assim como o desejo do bem, por meio de instruções habilmente ministradas em evocações particularmente feitas com o objetivo de dar-lhe educação moral. Pode-se então ter a grata satisfação de libertar um encarnado e de converter um Espírito imperfeito" (Idem, ibidem).
 
*  Leonardo Paixão é trabalhador espírita em Campos dos Goytacazes, RJ, colaborando com amigos de Ideal no Grupo Espírita Semeadores da Paz.
 
 


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

MENSAGEM DE FIM DE ANO DO DR. BEZERRA DE MENEZES AOS SEMEADORES DA PAZ

 
Meus filhos,
o Senhor da Vida vos abençoe!
 
Mais um ano se finda e nova etapa no calendário humano começa. É o momento de se refletir se cada ação no Bem, cada pão doado, cada cobertor ofertado, cada pregação realizada, cada desabafo ouvido, cada realização de ações caritativas, vos moveram para o essencial: a mudança de vós mesmos, a vossa transformação moral.
 
Se, ao realizardes todos os atos que, sim, são essenciais ao exercício do amor, da fraternidade, eles ficam incompletos sem a mudança íntima que deve se traduzir por esforço diário, do contrário havereis apenas de dar alguns passos no caminho, mas não de superar a estrada de velhos hábitos que ainda vigem em vós.
 
Que estas nossas palavras não soem, porque não o são, como nenhuma espécie de julgamento, simplesmente reflexão que deve vos servir para orientardes os passos e semeardes a paz não apenas por fora, mas dentro de vós.
 
Na certeza e na confiança de que cada um isto quer vivamente realizar, rogo as bênçãos do Excelso Mestre Jesus e de Sua Mãe Santíssima a todos vós,
do irmão e servidor humílimo,
 
Bezerra
(Página recebida em reunião pública do Grupo Espírita Semeadores da Paz, Campos, RJ, no dia 03/12/2016 pelo médium Leonardo Paixão
).

terça-feira, 29 de novembro de 2016

MENSAGEM DE AUGUSTO

"Onde houver duas ou mais pessoas reunidas em meu nome, ali eu estarei" (1)
 
Boa noite meus amigos!
 
Sempre que a vida se mostrar rude ou áspera aos vossos corações, reflitam acerca da vida de Nosso Senhor, que tudo suportou por amor a nós.
 
Se nossos desejos mais caros parecem ruir, lembremos de nossos irmãos desvalidos, que passam necessidades de toda ordem, que choram a perda de entes queridos, que não tem paz no viver, devido à solidão, ao vazio interior, tristezas das mais diversas.
 
Alinhemos nossos pensamentos com as vibrações do amor do Pai e estaremos preenchendo nosso interior com o mais puro alimento, a luz que nos aquece e a tudo vivifica.
 
Sigamos louvando a glória de nosso Deus e dando graças pela oportunidade de trabalho na seara de nosso Mestre Jesus.
 
Augusto
(Página recebida em reunião íntima do Grupo Espírita Semeadores da Paz, Campos, RJ, no dia 19/09/2016 pela médium Fátima Bernardo)
 
(1) Nota do Revisor: Mateus, 18:20
 
 

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

GUIAS ESPIRITUAIS

Por Leonardo Paixão(*)
 
“Que se deve entender por anjo de guarda ou anjo guardião?”
“O Espírito protetor, pertencente a uma ordem elevada”. (O Livro dos Espíritos, questão 490)

Defrontamo-nos assim que começamos os nossos estudos do Espiritismo com a expressão “Anjo da Guarda”, muitos companheiros e companheiras de nosso Movimento ainda mantém dúvidas, devido, claro, à falta de estudo das Obras Básicas, confundindo tal termo poético usado pelos Espíritos e por Allan Kardec com os conceitos advindos de outros credos religiosos.
Temos também lido artigos onde se colocam definições a respeito dos termos “anjo da guarda”, “mentor”, “guia”, “protetor”, o que consideramos equivocada tal posição, pois diante do que lemos a respeito em O Livro dos Espíritos (questões 489 a 514), fica lá muito claro que todos estes termos se referem a uma mesma classe de Espíritos, os Guias Espirituais ou Mentores Espirituais. É importante que elucidemos quem são e o objetivo dos Guias Espirituais, já que ouvimos certa feita de dirigente de Instituição Espírita que considerava que “Anjo da Guarda” era um anjo mesmo, criatura à parte da criação e que o Guia ou Mentor Espiritual fosse um Espírito subordinado ao “Anjo da Guarda”, quanta falta faz o estudo sistematizado da Doutrina Espírita!  e, por falta deste, vemos muitos dirigentes despreparados doutrinariamente, verdadeiros iniciantes que por motivos vários, nem sempre louváveis, são colocados em encargos de altíssima responsabilidade e, por isso mesmo, não raro, desvirtuando os caminhos do Evangelho Redivivo nas Instituições que administram. Ter boa vontade ou ser um bom administrador não supre a falta do estudo doutrinário que nos orienta para a melhor forma de ação.
Em resposta a um leitor da Revista Eletrônica O Consolador (1) a respeito de “Anjos da Guarda”, “Mentores”, “Protetores” e suas supostas diferenças, o confrade Astolfo Olegário de Oliveira Filho faz um resumo da explicação de Kardec e dos Benfeitores Espirituais nas questões por nós citadas acima:
1.   Cada anjo de guarda tem o seu protegido, pelo qual vela, como o pai pelo filho. Alegra-se, quando o vê no bom caminho; sofre, quando ele lhe despreza os conselhos.
2.   Anjo de guarda ou anjo guardião é o mesmo que Espírito protetor, pertencente a uma ordem elevada.
3.   Sua missão é como a de um pai com relação aos filhos: guiar seu protegido pela senda do bem, auxiliá-lo com seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições, levantar-lhe o ânimo nas provas da vida.
4.   Cabe ao Espírito protetor o direito de escolher os seres aos quais irá proteger. Essa tarefa para alguns é um prazer; para outros, missão ou dever.
5.   Diferentemente dos Espíritos familiares, o Espírito protetor, anjo de guarda, ou bom gênio, é o que tem por missão acompanhar o homem na vida e ajudá-lo a progredir. É sempre de natureza superior, com relação ao protegido.
6.    O Espírito protetor não abandona seu protegido, mas pode afastar-se quando vê que seus conselhos são inúteis e que mais forte é, no seu protegido, a decisão de submeter-se à influência dos Espíritos inferiores.
7.    Nem nos cárceres, nem nos hospitais, nem nos lugares de devassidão, nem na solidão, estamos separados do Espírito que nos protege.
8.    O Espírito protetor pode influenciar-nos mesmo estando milhões de quilômetros distante de nós.
9.    A ação dos Espíritos que nos querem bem é sempre regulada de maneira que não nos tolha o livre-arbítrio, porquanto, se não tivéssemos responsabilidade, não avançaríamos na senda que nos há de conduzir a Deus.
10. O Espírito protetor, que consegue trazer ao bom caminho o seu protegido, adquire um mérito que lhe é levado em conta, seja para seu progresso, seja para sua felicidade.
11.  Uma vez no plano espiritual, reconheceremos o Espírito que foi na Terra o nosso protetor.

Em O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 18, item 11 assim está:
“Além do anjo guardião, que é sempre um Espírito superior, temos Espíritos protetores que, embora menos elevados, não são menos bons e magnânimos. Contamo-los entre amigos, ou parentes, ou até, entre pessoas que não conhecemos na existência atual. Eles nos assistem com seus conselhos e, não raro, intervindo nos atos da nossa vida”.
 
Yvonne do Amaral Pereira, digna médium que nos deixou instrutivas obras seja pela psicografia seja pela inspiração, em nota a este trecho do Evangelho, em seu livro “Recordações da Mediunidade”, cap. 7 – Amigo Ignorado nos esclarece que o anjo guardião é: “Chefe da falange ou da legião espiritual a que pertencemos, Espírito de alta elevação moral e intelectual”.
Este esclarecimento de Yvonne Pereira se confirma diante dos fatos de que Emmanuel, guia espiritual de Chico Xavier o acompanha desde longas eras, assim como Joanna de Ângelis, guia espiritual de Divaldo Franco o acompanha desde muito, também o guia espiritual do médium Raul Teixeira, o Espírito Camilo, o acompanha há tempos tendo-lhe revelado que “nosso envolvimento mais profundo se deu nos tempos das arenas romanas e que, no século XII, com os labores do Iluminado de Assis, na Úmbria, assumimos compromissos graves que, por minha vez, não consegui cumprir” (2). E assim foi com a própria Yvonne Pereira que está ligada ao seu guia espiritual, o Espírito Charles por diversas existências e assim, conforme temos observado, se dá com a maioria dos médiuns.
Qual a função, o trabalho dos Guias, é apenas proteger os seus guiados, orientá-los ou vai mais além? Em nosso livro virtual “Dimensões Espirituais da Vida” (3), respondemos a isso de forma simples, fácil ao entendimento:
“O trabalho dos Guias
Os espíritos Guias são os que têm uma visão ampla da vida, são os chefes da falange espiritual da qual fazemos parte. Eles nos orientam para o Bem e para o nosso bem. O trabalho deles, ainda que possam nos auxiliar em algum sentido material, é o de nos mostrar o caminho a seguir para cumprirmos com o nosso avanço na caminhada evolutiva.
Guias verdadeiros não nos dirão em que número de loteria ou jogo de bicho marcar. Não. Guias verdadeiros nos auxiliarão à medida em que estivermos com os nossos canais abertos, ouvindo-os intuitivamente e agindo positivamente, culminando as nossas ações em bem para nós mesmos e para outros. Guias não são egoístas e suas intuições não favorecem tão-só o guiado, mas ensinam a ele o valor da fraternidade.
Resumindo: o trabalho dos Guias é o fazer avançar a espécie humana”. (Cap. V – O Auxílio da Luz).
E para os trabalhadores do setor mediúnica nas Instituições Espíritas, a salutar instrução do Espírito Yvonne Pereira:
“À ESPERA DOS GUIAS
Toda reunião de intercâmbio espiritual objetiva amparo, socorro, aprendizado e esclarecimento. Todavia, muitos grupos mediúnicos fascinam-se à espera de grandes orientadores da humanidade.
O intercâmbio com o Além não é uma caixa mágica, de onde salte a solução para todas as indagações humanas e de onde procedam as respostas para todos os problemas.
Mediunidade é sintonia e necessita de instrumento bem habilitado e moralmente renovado para ligar-se a esferas maiores.
Entretanto, os efetivos guias da humanidade não costumam condicionar os homens ou aprisioná-los com fenômenos; pelo contrário, gostam de incentivar o estudo e a liberdade de raciocínio. Solicitam, antes, a análise rigorosa de tudo quanto ditam, desenvolvendo, nos partícipes, a necessária parcela de contribuição, como demonstrou Allan Kardec.
Os verdadeiros amigos espirituais são discretos, sinceros, quase sempre orientam de modo geral e nunca, jamais impõem suas instruções.
Dessa feita, os grupos que estão insistentemente à espera de guias, preocupem-se em bem proceder, em exaltar a verdade, na prática silenciosa da benemerência, porque somente assim, agindo e vivendo os princípios do Evangelho, atrairão a presença dos bons Espíritos.” (Yvonne entre Nós/ pelo Espírito Yvonne do Amaral Pereira; [psicografado por] Emanuel Cristiano; apresentação de Therezinha Oliveira. Campinas, SP: Allan Kardec, 2006. pp. 26-27).
Notas:
(2) Correnteza de Luz. [psicografado por] J. Raul Teixeira; pelo Espírito Camilo. 4. ed. Niteroi, RJ: Fráter Livros Espíritas, 2011. p. 13.


(*) - Leonardo Paixão é trabalhador espírita em Campos dos Goytacazes, RJ, colaborando com amigos de Ideal no Grupo Espírita Semeadores da Paz.